Método, navegação e vantagem: o controle de prova de Lélio Vieira Carneiro Júnior e Weberth Moreira no SARR
- glenda gurgel
- 4 de mar.
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A quinta etapa do South American Rally Race (SARR) não foi apenas mais um dia de corrida. Foi um exercício de método. Rápida, exigente e construída sobre navegação em alta velocidade, a especial impôs 250 quilômetros cronometrados, sem deslocamento e sem radar. Especial pura, onde o erro não avisa e o tempo não devolve.
Foi nesse cenário que Lélio Vieira Carneiro Júnior e Weberth Moreira reafirmaram maturidade competitiva. A velocidade estava presente, mas o diferencial esteve na leitura da prova. Referências surgindo em sequência, mudanças bruscas de direção e acessos difíceis de identificar exigiram decisões imediatas e confiança absoluta na planilha.
“Era muito rápida e com muita navegação. A gente vinha forte e as referências chegavam muito rápido. Às vezes uma referência importante mudava de forma brusca, e era difícil enxergar os acessos,”, afirmou Weberth Moreira.
A região de pedras concentrou o momento mais sensível da especial. Visual carregado, múltiplas possibilidades de linha e risco real de erro estratégico. Houve perda pontual de tempo. A resposta foi técnica: confiar no cap e sustentar a decisão até encontrar o waypoint. Em provas dessa natureza, não vence quem acelera por impulso. Vence quem sustenta convicção quando a referência desaparece.
A evolução da navegação nesta edição, sob organização de Juan Pablo, também foi reconhecida pela dupla. A precisão do roadbook permitiu manter ritmo elevado com segurança.
“Esse ano a planilha está muito assertiva. Dá para confiar totalmente. Podemos vir forte que a referência vai bater”, destacou Lélio Vieira Carneiro Júnior.
Confiança gera constância. Constância constrói vantagem. Após cinco etapas, Lélio Vieira Carneiro Júnior e Weberth Moreira acumulam 24h43min17s no geral. Francisco Castro registra 32h27min02s. A diferença é de 7h43min45s. Em terceiro, Ramiro Corvalán soma 33h06min54s. O trecho final ainda exigiu controle fino na areia solta e nas ondulações laterais, setor em que o carro trabalhou no limite de tração e estabilidade.
“Pegava os calundinhos e o carro jogava para um lado e para o outro. Foi uma especial muito gostosa de andar. Técnica e desafiadora”, comentou Lélio.
Durante o percurso, um alerta de temperatura apareceu no painel, mas não representou problema estrutural. Foi apenas mensagem de sensor. A temperatura estava normal”, por Weberth Moreira.
A liderança construída não é fruto de um único trecho ou de uma etapa isolada. Ela nasce da combinação entre navegação precisa, ritmo consistente e decisões tomadas sob pressão. No rally raid, vantagem ampla não é acaso. É processo. E, após a quinta etapa, processo e resultado caminham juntos com Lélio Vieira Carneiro Júnior e Weberth Moreira




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