Pedra, pneu furado e porta travada: Fifi Rally Team amplia liderança no SARR na marra
- glenda gurgel
- 3 de mar.
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Atualizado: 5 de mar.

Após forte impacto na segunda parte do dia, troca rápida de pneu e roda amassada, dupla brasileira vence a quarta etapa da T1.1, aumenta a vantagem na geral e chega à metade do rally mostrando maturidade e controle absoluto da prova.
Se a quarta etapa do SARR era um teste, a Fifi Rally Team respondeu como líder. O Century CR7 atingiu uma pedra em cheio na parte decisiva do dia. Pouco depois, outro impacto acendeu o alerta dentro do carro. A decisão foi imediata: checagem rápida, diagnóstico preciso e ação. Pneu furado. Roda amassada.
A troca levou cerca de três minutos. Tempo de equipe grande. Mas o dano foi além do conjunto: o amassado comprometeu o encaixe da carroceria e dificultou até o fechamento da porta. Nada que mudasse o rumo da especial.
A prova começou com 70 quilômetros mais controlados, navegação técnica e mudança constante de piso, daqueles trechos que exigem concentração absoluta. Depois, quase cinco horas de deslocamento até a parte decisiva.
Foi ali que a estratégia entrou em cena. O percurso abriu rápido e depois se transformou em um trecho sinuoso e seletivo. A equipe administrou o problema mecânico, manteve ritmo competitivo e fechou o dia ampliando a vantagem na classificação geral da T1.1. Metade do SARR concluída. Liderança consolidada.
A chegada em San Juan, nas Salinas de Angaco, teve cenário cinematográfico: uma planície branca infinita, horizonte limpo e silêncio que contrasta com a pressão vivida horas antes dentro do cockpit.
Após a especial, a leitura foi clara. “Essa região na Argentina é, de fato, a Disneylândia do Rally”, afirmou Lélio Vieira Carneiro Júnior. Weberth Moreira destacou a essência da competição:
“O bom do SARR é que a dificuldade muda a cada dia. Hoje não foram as dunas, foi outro tipo de desafio. E quem corre Rally sabe: quanto pior, melhor.”
Na classificação geral da T1.1 após quatro etapas, a Fifi Rally Team lidera com 20h26min39s acumulados. A dupla brasileira abriu 6h36min21s de vantagem sobre o argentino Francisco Castro, segundo colocado com 27h03min00s. Em terceiro aparece Ramiro Corvalan – SD, também da Argentina, com 38h12min23s, a 17h45min44s da liderança.
Com metade do SARR concluída, a liderança construída até aqui não se resume ao cronômetro. Ela é resultado de resistência, leitura estratégica e capacidade de reação diante do imprevisto, ingredientes que, em provas longas, costumam pesar mais do que qualquer aceleração isolada.




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