Retrospectiva Fifi Rally Team
- Marketing Fifi

- 26 de dez. de 2025
- 5 min de leitura
Da sobrevivência ao topo: como a Fifi Rally Team transformou 2025 em uma temporada histórica
Das dunas do Fiambalá à Praia do Francês, a equipe roxa superou limites, venceu a adversidade, conquistou o título antecipado no Sertões e apresentou uma nova forma de viver o rally.
A temporada 2025 da Fifi Rally foi tudo, menos previsível. Começou com liderança de especiais no SARR, na Argentina, passou por capotamento, exaustão física e mental, ajustes técnicos em Araxá, noites viradas na oficina antes do Sertões, título antecipado no maior rally das Américas e terminou com uma virada de chave no Tocantins, já na elite da T1+. Uma retrospectiva marcada por coragem, inovação e identidade.
Começo complicado na Argentina
O ano começou de forma intensa e simbólica no SARR Series, na Argentina, uma das provas mais duras do calendário sul-americano. Logo nas primeiras especiais, a Fifi Rally mostrou força e ritmo competitivo, chegando a liderar uma especial em um dos trechos mais exigentes da prova.
Foi justamente nesse momento que veio o imponderável: um capotamento, em meio a um cenário de extrema exaustão física e mental. O SARR não é apenas uma corrida; é uma prova que testa limites, resistência e tomada de decisão sob fadiga. A situação aumentou ainda mais o grau de dificuldade para Lélio Vieira Carneiro Júnior e Weberth Moreira, dupla da Fifi Rally, que precisou se reinventar para seguir na competição.
O percurso cruzou províncias do oeste argentino, passando por regiões desérticas, terrenos pedregosos e áreas de grande variação altimétrica, em um trajeto de aproximadamente 3.000 quilômetros, somando deslocamentos e especiais. Um verdadeiro teste de sobrevivência no rally cross-country.
Araxá, ajuste fino e o nascimento do Hub
De volta ao Brasil, a temporada seguiu para o Rally Minas Brasil, em Araxá (MG). Foram cerca de 1.500 quilômetros totais, em um terreno técnico, travado e extremamente seletivo. Foi ali que a Fifi Rally encontrou o acerto ideal de setup, ajustando suspensão, leitura de piso e estratégia de prova.
Araxá também marcou a estreia de uma das grandes inovações da temporada: o Fifi Hub.
Mais do que um projeto de mídia, o Hub nasceu com a proposta de mostrar o rally por dentro, como ele realmente é. Um verdadeiro “satélite” flutuando na órbita da prova, conectando o público diretamente com pilotos e navegadores. O internauta passou a acompanhar o rally sob a ótica de quem está dentro do carro, vivendo decisões, riscos e conquistas.
Com tecnologia a serviço da paixão pelo off-road, o Hub levou ao ar transmissões ao vivo, com narração, repórteres, produtores, coordenação técnica e imagens aéreas de drones, sem perder nenhuma tomada importante, do alto ou dentro da especial. Um projeto pioneiro, criado para aproximar o fã da essência do rally.
Bastidores do Sertões: noites em claro, decisões no limite e força coletiva
Nem tudo o que decide um rally acontece na especial cronometrada. Muitas vezes, o verdadeiro resultado nasce longe do cronômetro, no silêncio da oficina, nas decisões difíceis e nas noites em claro. E foi exatamente assim nos bastidores da Fifi Rally antes do Sertões 2025.
A preparação para o maior rally das Américas vinha sendo feita nos mínimos detalhes. O UTV passou por uma transformação completa: carro novo, motor novo, câmbio novo, caixa de transmissão revisada, 56 pontos de reforço estrutural assinados pela JB, amortecedores King e uma gaiola de proteção vinda de Portugal. Um projeto ambicioso, pensado para suportar o nível extremo de exigência da prova.
No primeiro dia de testes no circuito da Fifi Rally, o carro percorreu 90 quilômetros. O comportamento era positivo, o conjunto respondia bem e a confiança começava a se consolidar. Parecia que tudo estava no caminho certo.
Mas, no rally, o “parecia” nunca é suficiente.
No segundo dia de testes, veio o golpe mais duro: uma pane no motor. A tensão tomou conta da equipe. Faltavam poucos dias para a largada e o que era tratado como risco natural de prova se transformou em uma preocupação real e imediata.
A decisão foi rápida e estratégica: não arriscar.
Optou-se pela troca completa do motor e do câmbio, mesmo sabendo do impacto no cronograma e na pressão sobre a equipe. A partir dali, entrou em ação uma verdadeira força-tarefa, comandada pelo chefe dos mecânicos, Pablo Torres. Um novo UTV veio de Belo Horizonte para compor o carro escolhido para a prova, exigindo uma nova adaptação do motor.
Foram horas seguidas de trabalho, ajustes finos, conferências repetidas e, principalmente, uma noite inteira virada na oficina. Enquanto muitos dormiam, a equipe trabalhava para recolocar o UTV em condição de teste, com foco absoluto em confiabilidade e segurança.
O objetivo era claro: entregar um carro capaz de largar o Sertões sem dúvidas, sem improviso e sem margem para erro. O novo teste confirmou a decisão. O carro estava pronto.
Há sete dias, quando tudo parecia se encaixar, a realidade era dura: a equipe não tinha um carro em condições de largar.
Foi ali, longe dos holofotes, que parte do título começou a ser desenhada.
Resposta na pista e consagração
A resposta veio nas especiais.
A Fifi Rally Team cresceu ao longo da prova e protagonizou momentos marcantes, incluindo uma dobradinha histórica com Fernando Fernandes, apresentador do Esporte Espetacular, da TV Globo, que embarcou nessa jornada com a equipe. Fernando participou da largada e também da exigente etapa Maratona, reforçando ainda mais o simbolismo da campanha.
A disputa entre Lélio Vieira Carneiro Júnior e Reinaldo Varela esquentou o rally. Quando tudo indicava que a briga seguiria aberta até o fim, uma falha mecânica no Monster Can-Am Maverick R acabou sendo decisiva.
Com o encerramento antecipado do Sertões, dois dias antes do previsto, por conta das fortes chuvas no Nordeste, a Fifi Rally confirmou o título de forma antecipada. A comemoração tomou conta da Praia do Francês, reunindo o time roxo em uma celebração que simbolizou superação, planejamento e espírito de equipe.
Virada de chave no Tocantins e entrada na elite
Após o Sertões, a Fifi Rally tomou uma decisão estratégica: virar a chave. No Sertões Series Tocantins, a equipe estreou o Century CR7, fabricado na África do Sul, após testes no interior de São Paulo.
Foram cerca de 3.800 quilômetros totais, passando pelo Jalapão, em um dos terrenos mais icônicos do rally brasileiro. A equipe aproveitou a prova para migrar para a categoria T1+, a Fórmula 1 do rally.
A escolha significou abrir mão da disputa direta pelo título do Campeonato Brasileiro na categoria Challenger, que ficou com Reinaldo Varela, mas trouxe uma experiência determinante para o futuro. Quando os dois aceleraram juntos no Jalapão, ficou claro que a Fifi Rally Team pensava além do imediato: pensava em evolução, protagonismo e novos patamares.
Números, identidade e essência construída na adversidade
Ao fim de 2025, os números ajudam a contar a história:
● Mais de 6.000 quilômetros percorridos em competições
● Título antecipado no Sertões
● Estreia na T1+ com o Century CR7
● Projeto de mídia inovador com o Hub da Fifi Rally Team
A intenção inicial era seguir com o Century no SARR, na Argentina, ainda em 2025. No entanto, por conta das eleições argentinas no mês de novembro, a organização do SARR decidiu alterar a data da prova.
Foi um ano de extremos. De capotamento à consagração. De desgaste à celebração. De aprendizado à virada de chave. A temporada 2025 da Fifi Rally Team não foi apenas uma retrospectiva. Foi a consolidação de uma identidade.
E o rally, definitivamente, nunca mais foi visto do mesmo jeito.
A Fifi Rally Team conta com o patrocínio de Rafatella Investimentos, BCJ, Ritzy Incorporadora e Asarock Asset Management, Cash Cash, além do apoio da Billionaires Miami, Happy Capital, CBDI, Fralle, Dub Boyz, DSX e Gasomix.







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